Publicado por: Juddy Spencer | 22 de Março de 2009

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que às vezes poderíamos ganhar pelo medo de tentar (William Shakespeare)

Um dia eu achei, não lembro como, uma comunidade com este nome/descrição. Não lembro se Justine me passou, ou se é uma das milhões perdidas que achei para mostrar pra ela.  Tanto eu quanto ela estávamos numa onda de experienciar a vida. Viver. Tentar. Quebrar a cara. Aprender com os erros. E por aí vai. Decidimos um belo dia deixar de lado nossos medos, e dar chance as oportunidades.  Mas essa minha história com Justine fica para outra ocasião. Vim falar da minha experiência com essa frase. Meu contato com ela se deu no segundo semestre de 2008. Junto com alguns meses de termino de namoro e um relacionamento que não parecia que ia dar em nada, a não ser em sofrimento para mim, única e exclusivamente. Desde o inicio, ele sempre me disse: “Não quero namorar, não vou me envolver e não quero que você se machuque com isso.” E eu, me achando a fodona, achei que conseguiria ficar sem me envolver. Com o tempo ele parecia um cara bacana para se ficar e quem sabe um dia namorar. Foi aí que errei, quando criei expectativas onde não tinha esperança.  Foi neste período, com esta pessoa, que a frase me surgiu: “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que às vezes poderíamos ganhar pelo medo de tentar“. Era isso! Eu estava com medo de me envolver e quebrar a cara. Era nisso que queria acreditar. Me convenci que devia continuar com seja lá o que tivesse com ele, nesse pseudo-relacionamento, como costumava chamar.  E desde a primeira vez que ficamos ao último dia, foram-se quatro meses.  Quatro meses mendigando por atenção. Nos víamos pouco, numa média de duas em duas semanas. Foram vários motivos que nos impediam de nos ver. Ele trabalhava muito e tava sempre cansado. O carro dele quebrou umas duas vezes nesse meio tempo, ele teve dor de dente, viajou, eu viajei, ele teve febre, conjuntivite e por aí vai. Mas mesmo assim eu o achava um cara foda. Queria ficar com ele.  Sem contar que eu era uma completa idiota perto dele. Não conseguia estabelecer uma conversa com ele. Ficava fascinada perto dele.  Só consegui ouvir ele falar. Ficava lá, com cara de boba alegre enquanto ele contava sobre as coisas que ele fazia ou queria fazer de uma maneira que eu adorava. Chris Noth era mais velho que eu dez anos. Na verdade nove anos e 11 meses e 30 dias. Eu faço aniversário um dia antes dele. Ele já tinha viajado a América do Sul quase toda. Contava das suas viagens, dos seus amigos. Falava em como havia se decepcionado com seus últimos relacionamento e em como isso o tinha tornado frio. E era essa parte que eu odiava. Por que eu não tinha encontrado ele antes disso tudo? Antes dele ficar tão danificado? Uma vez perguntei e ele respondeu: “Porque seria muito nova e eu não ficaria com você“.

Certa vez ele me passou uma música da banda em que ele tocava. E bem no meio da letra tinha essa frase. Justo essa! Seria um sinal? Quando estamos afim tudo é um sinal. Por mais idiota que seja.

Tá bom então Shakespeare, me explica agora: e quando abstraímos das dúvidas e medos, tentamos e não conquistamos o bem que queremos? Quem vai cuidar de nós? O que podemos fazer?

Daqui a uma semana faz três meses que decidimos que seria melhor se parássemos de ficar. E ainda não consegui esquecê-lo. Mas nem por isso acho que vou deixar de tentar novamente. Aprendo com os erros e vou aprendendo a controlar o medo e quem sabe um dia aprendo a calcular os riscos. Acho que fico com o seguinte aprendizado: Tente! Mas com moderação. Obrigado e volte sempre.

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Responses

  1. Adorei!^^

  2. E o que houve com . . .

    “Quero te ver arrebatada.
    Flutuar, cantar extasiada, dançar como um dervixe.
    Seja delirantemente feliz ou predisposta a ser.
    Sei que parece pieguisse, mas Amor é paixão…
    Obsessão por alguém que não pode viver sem.
    Cair de quatro.
    Amar loucamente alguém que corresponda seu Amor.
    Como vai encontrá-lo?
    Esqueça a razão e siga o coração.
    A verdade é que sem isso a vida não tem sentido.
    Terminar a longa jornada sem ter amado, seria como não ter vivido.
    Tem que tentar.
    Porque se não tentar, não terá vivido.
    Fique receptiva. Quem sabe? O Céu pode se abrir!”

    • Continua Vigente!
      Só que moderadamente…
      Não sou eu quem fico medindo…
      Mas também não posso ficar me entregando a tudo intensamente…
      Se não não vai sobrar nada pra quando tiver que ser…


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